Agradecimento

O blog está pronto desde janeiro e até agora não tinha divulgado.

Os primeiros meses deste ano foram difíceis!

Agora vai!

Quero fazer um agradecimento especial à Isabela Macedo. Além de ter dado a maior ajuda com a revisão final agora, a participação dela foi decisiva para que este blog nascesse. Antes de viajar, quando falei que tinha vontade de fazer um blog sobre as viagens, ela deu um super incentivo pra que a coisa acontecesse. Valeu, Isabela!

Acho que já está na hora de uma nova viagem…

Resumo da ópera

O balanço final da viagem foi: que maravilha! Quero morar aqui depois que eu me aposentar!!!

A viagem foi relativamente curta, 8 dias. Não deu para conhecer profundamente a região, mas dá para afirmar com toda certeza que vale muito a pena.

As praias são lindas, as pousadas charmosérrimas, a comida é coisa de louco e o atendimento é o melhor que já tivemos no Nordeste.

Foi incrível estar de frente para o mar, no início de janeiro e sem nenhum tipo de muvuca!

Não havia nem vendedores nas praias. Tudo muuuuito reservado e paradisíaco. Pra quem gosta de sossego: TUDO!

Amei, amei muito, esta viagem!

Espero que os relatos aqui deste blog ajudem outras pessoas a conhecerem esse paraíso. Mas… não espalha muito, tá??

Tragam as atualizações da região! Serão muito bem-vindas aqui!

Barraca Hibiscus

Na volta para Maceió, fomos conhecer a praia de Ipioca, que está a vinte e poucos quilômetros de Maceió.

A indicação do Guia Quatro Rodas era boa e queríamos conhecer a famosa barraca Hibisco.

Atenção! Foi a maior furada da viagem!!!

A placa de entrada já é mentirosa. Fala que ali está entre as praias 5 estrelas do Guia Quatro Rodas. Não é verdade! A praia que recebeu 5 estrelas foi a do Patacho!

Superada a placa, fomos comunicados que teríamos que pagar R$ 25,00 por cabeça só para sorrir lá dentro.
Tudo bem! Afinal, entraríamos na melhor barraca de praia do estado e como só tínhamos conhecido coisas boas em Alagoas, não deixaríamos essa indicação para trás.
Furada!!! Cilada!!!
A barraca estava mega cheia, mas logo ficou vazia, sonzão bombando, banheiros nojentos, garçons SUPER mal-humorados! Sem falar nas moscas!!! Eram muitas!
Decepção é pouco.
A praia em frente, a de Ipioca, é bem bonita. Não foge da regra alagoana. Mas, entrar pela barraca não compensa! Você pode conhecer esta praia sem ser pela Hibisco.
O atendimento era tão ruim que preferimos sair pela praia e parar em uma barraquinha de praia simplesinha, mesmo já tendo gasto os R$ 50,00.
Pôxa! Se você paga R$ 25,00 por uma estrutura, no mínimo um banheiro limpo tem que existir!
A entrada para a barraca e para a praia pode ser feita pelo condomínio Angra de Ipioca. Além da entrada pela barraca, existem caminhos que dão acesso à praia sem ter que pagar. Aliás, neste condomínio vimos várias casas bem legais para alugar. É um ponto interessante. Apesar de estar afastado de Maceió, o lugar é bem bonito, tem uma certa estrutura e a praia é mais limpa do que as da cidade.
Barraca Hibiscus. - Foto: Maitê Prado

Barraca Hibiscus. – Foto: Maitê Prado

Pousada Patacho – Praia do Patacho

Depois de pesquisar muito sobre a região, eu tinha a obrigação de conhecer a Pousada Patacho. Além de tudo de bom que eu li sobre a pousada, um amigo do trabalho, Marcelo Faria, me contou que tinha almoçado lá e que a comida era divina. No blog Inquietos, o relato sobre a pousada deixa a gente louca para conhecer. O site deles é o mais criativo de todos… Bem… A gente tinha que conhecer!

Como se não bastassem todas as coisas boas que ficamos sabendo sobre a pousada, a praia do Patacho é uma das 5 praias do Brasil com 5 estrelas no Guia Quarto Rodas, as outras 4 estão em Fernando de Noronha.

Tentamos ficar hospedados lá… não conseguimos. E olha que eu fiz o maior drama para o dono da pousada, o Christian, um francês mega simpático que já nos e-mails dava o tom de toda sua hospitalidade.

Fomos conhecer durante o dia. Fiquei muito, muito, encantada! É simplesmente a pousada mais linda que já vi… É tudo tão delicado. Os detalhes impecáveis… As cores… A identidade visual… Fiquei apaixonada!

São apenas 5 chalés: Lua, Estrela, Sereia, Colibri e Jasmim. Ou seja, se quiser ficar lá, tem que fazer a reserva com MUITA antecedência.

A pousada foi reconhecida pelo guia de viagem Condé Nast Johansens atendendo a critérios de seleção que incluem serviços de qualidade, exclusividade e luxo. Agora, em 2013, a pousada ganhou o prêmio anual de excelência na categoria refúgio romântico na América do Sul. Não é pouco…

Voltamos para o jantar. Foi simplesmente um dos melhores jantares de toda minha vida. Que comida divina… Um sabor inesquecível! O meu prato foi o filé de peixe com manteiga de pistache, arroz de manga e gergelim. Uau… É muuuuito bom!!!! O Gustavo comeu “mil folhas de batata doce com bacalhau cremoso e chantilly de azeitona”. Ele disse que foi o melhor bacalhau da vida dele. Gente… é sem noção a comida da Patacho. Super recomendo. Ah! Não deixe de provar uma mostarda francesa que eles servem também. Uma delícia!

Se não for ficar hospedado lá, tem que fazer a reserva para jantar ou almoço, pois eles só aceitam uma reserva por refeição.

Adoramos tanto que no dia seguinte levamos o nosso casal de amigos, Juliana e Ricardo, para jantarem na Patacho. Foi incrível. Eles também amaram. Repeti exatamente o mesmo prato… Foi mais forte que eu! O Gustavo comeu a moqueca mista e adorou também. Neste segundo dia recebemos a chef Jo na nossa mesa. Tivemos a oportunidade de elogiar diretamente para ela a maravilha que é a comida que ela faz. A Jo é um amor, muito simpática, conversamos bastante e foi o maior prazer conhecê-la.

Outro destaque da Patacho é o deck que eles têm. Uma delícia de lugar para desfrutar de uma vista simplesmente maravilhosa. Nas duas noites que estivemos lá, ficamos sentados, de frente pro mar, observando o céu enquanto nosso prato era preparado. A maré estava muito baixa nesses dois dias e a única coisa que dava para ver eram vários pontos de luzes, que acendiam e apagavam, espalhados pela extensa faixa de areia até o mar. Um dos atendentes da Patacho explicou que as luzes eram lanternas de pescadores que, na maré baixa, saem em busca de peixes que ficam na areia. Ao acender a lanterna, o peixe se movimenta em direção à luz e é capturado. Achei curioso!

Não podemos falar muito sobre a praia do Patacho. Passamos pouco tempo lá durante o dia e a maré estava muito baixa. O mar estava super distante. Mas é um lugar lindo, sem dúvida. Considerando o que vi e o que conheci até aqui, prefiro a praia de Lages. Por enquanto! Ainda quero conhecer mais a região toda, inclusive a praia do Patacho. Acho difícil encontrar uma praia mais bonita que a de Lages, mas… vamos continuar nesta busca!

Infelizmente não fiz fotos da pousada. Desta vez!!! Na próxima farei váaaarias! Mas nos blogs que indico vocês poderão ver muitas fotos de lá. Além disso, o site dá uma ideia bem próxima do que é a pousada: http://pousadapatacho.com.br/

Para deixar mais um gostinho do lugar, segue o link da Coleção Moda Casa 2012 da Riachuelo que foi todo gravado/fotografado na praia do Patacho e na Pousada do Patacho:

Passeio até as piscinas naturais

Como sempre, nessa viagem conhecemos vários casais bacanas. O jeito “tímido” do Gustavo sempre rende ótimas amizades. Dessa vez, tivemos o prazer de conhecer a Juliana e o Ricardo. Um casal simpatissíssimo de BH.

Ricardo, Gustavo e Juliana. - Foto: Maitê Prado

Ricardo, Gustavo e Juliana. – Foto: Maitê Prado

Depois de muita conversa, combinamos um passeio até as piscinas naturais.

Em uma jangada bem pequenininha seguimos para as piscinas na praia de Lages.

Jangada. - Foto: Maitê Prado

Jangada. – Foto: Maitê Prado

O caminho até chegar é uma delícia. Tudo no balanço desse mar tranquilo de Alagoas. O visual da praia vista do mar nos deixou ainda mais encantados com esse lugar.
No mar. - Foto: Maitê Prado

No mar. – Foto: Maitê Prado

Chegando na barreira de corais, o que avistamos tem um quê de belo e assustador. Consigo avistar as piscinas, mas é necessária uma caminhadinha sobre os corais que parece não ser a coisa mais legal do mundo… Mas… Bora!!
Foto: Maitê Prado

Foto: Maitê Prado

Eu estava de chinelo e apesar da caminhada ser curta, fiquei insegura! Medo dos ouriços!
O casal que estava com a gente, Ricardo e Ju, garotos marotos de praia, estavam de Sapatilha própria. Como eu desejei uma Sapatilha daquelas!!! Aliás, fica a dica. Vale muito a pena ter uma dessas. Já está na minha Listinha de desejos.
Bem… Chegando nas piscinas, tudo valeu a pena! Delícia de água, temperatura ótima, bem transparente. Excelente para um mergulho. Aqui mais uma dica: vale a pena ter um snorkel. Se não tiver, pergunte ao jangadeiro se ele tem um para emprestar. Mas vale a pena ter um.
Gustavo mergulhando - Foto: Maitê Prado

Gustavo mergulhando – Foto: Maitê Prado

O passeio foi ótimo! Ficamos até a maré começar a subir.
Ouvimos histórias horríveis de pessoas que foram até os corais nadando na maré baixa, esqueceram do tempo e quando tentaram voltar não deu…
Com a maré subindo, caminhar sobre os corais ficou ainda pior! O chinelo não dá nenhuma estabilidade. Enquanto isso… Ju e Ricardo caminhavam tranquilamente… Eu quero uma sapatilha!!!
Foi muito, muito bom! Aprovado!

Aldeia Beijupirá – Praia de Lages

Aqui, na Aldeia Beijupirá, vamos ficar a maior parte dos dias da nossa viagem.

Ficamos sabendo dessa região por meio de uma noiva que o Gustavo fotografou o casamento e que passou a lua de mel aqui. Assim a Beijupirá foi o nosso primeiro contato a distância com as belezas da Rota Ecológica.

Pra começar, um brinde! Tomei essa delícia de caipirinha de siriguela assim que cheguei: maravilhosa!

Caipirinha de siriguela. - Foto: Maitê Prado

Caipirinha de siriguela. – Foto: Maitê Prado

A Beijupirá é uma pousada grande, 20 chalés, aqui chamados de malocas, com uma super estrutura. Os chalés são GIGANTES! Uma varanda gostosa, uma salinha, um super quarto e um SUPER banheiro. Já que não estamos aqui só para elogiar… Aqui vai uma sugestão para o pessoa da Beijupirá: a área de banho é tão grande… merecia muito dois chuveiros! Outro detalhe importantíssimo que era a maior piada entre os hóspedes: a distância entre o chuveiro e o porta-sabonete. Beeem longe! Pôxa… tem que ficar mais perto. As idas e vindas do chuveiro ao sabonete são boas caminhadas! Os chalés além de grandes são confortáveis. Tudo muito limpo e organizado.

A pousada tem uma super piscina bem de frente à praia. Uma delícia! De todas pousadas que vi, acho que é a melhor área de piscina. As áreas cobertas bem de frente ao mar são um convite à preguiça… Uma delícia ficar ali, deitada, lendo um livro, apreciando a paisagem. Tudo de bom!

Foto panorâmica da área da piscina. - Foto: Maitê Prado

Foto panorâmica da área da piscina. – Foto: Maitê Prado

Eu e meu amor. Preguicinha nos almofadões do jardim. - Foto: Maitê Prado

Eu e meu amor. Preguicinha nos almofadões do jardim. – Foto: Maitê Prado

A pousada é maravilhosa, mas peca em alguns pontos básicos: serviço de praia péssimo. Se quiser alguma coisa, como colocar um guarda-sol na praia, tem que fazer você mesmo. São poucas pessoas atendendo na área da praia. O atendimento no restaurante é impecável. Aliás… a comida também é uma delícia. Mas confesso que achei o cardápio pouco variado. Os pratos são muito elaborados e como você acaba comendo ali todos os dias, acabamos sentindo falta de pratos mais simples.

Peixe maravilhoso!. - Foto: Maitê Prado

Peixe maravilhoso! Beijucastanha.               Foto: Maitê Prado

Outro ponto negativo são os valores. É tudo beeem caro. Tudo bem, você está em uma praia maravilhosa, em uma pousada charmosérrima e tal… Mas… Pagar R$5,00 pela água de coco e não ter direito à água no próprio coco eu acho ruim… Pôxa, eu estou na praia… Quero a água no coco e não no copo! Apesar de ser a regra, com jeitinho conseguimos que servissem a água no coco. Lógico que depois que abrimos a exceção, todo mundo pediu a mesma coisa! Não entendo o porquê de querer inventar quando a coisa já é perfeita…
O que acontece muito na Beijupirá é que você paga caro por coisas que não são tãaaaao boas para o preço que é cobrado. Só acho que pelo que cobram podiam melhorar beeem a qualidade, ter um cuidado a mais que justifique o valor. Exemplo, uma pousada deste porte tem que ter um bom serviço de wi-fi. Não precisa estar disponível na pousada toda, mas é fundamental que funcione bem em uma área, pelo menos. Aqui, sempre às 18h adeus sinal… Tudo bem que pode ser um problema da região, de sinal da operadora, mas pela experiência que tivemos na região, o problema é bem localizado.
Senti falta do jeitinho “lá em casa” da Amendoeira. Por aqui é tudo bem mais formal. Uma formalidade que vem da grandiosidade da estrutura e do distanciamento dos donos. Embora os atendentes sejam excelentes.
Um ponto super positivo para a Beijupirá é que eles têm uma academia aqui. Básica, mas com tudo que precisamos para não deixar a malhação de lado nas férias. A verdade é que não malhei nenhum dia… Apesar da academia ser quase de frente para o mar, sempre tinha alguma coisa mais interessante para fazer…
Passamos a aniversário do Gustavo aqui. Foi uma delícia! Ele ganhou bolo e parabéns na hora do jantar. O pessoal foi um amor. O bolo estava delicioso!
Parabéns! Aniversário do Gustavo. - Foto: Maitê Prado

Parabéns! Aniversário do Gustavo.               Foto: Maitê Prado

Uma outra dica: sorvete de capim santo… humm… não deixe de provar. É muito, muito bom!
A Aldeia Beijupirá fica na praia de Lages. A mais linda até agora. O mar tem aquela cor linda das outras, mas a vantagem é que por aqui tem menos algas e a maré não fica extremamente baixa, tem sempre água bem por perto.
Foto panorâmica da praia de frente à Beijupirá. - Foto: Maitê Prado

Foto panorâmica da praia de frente à Beijupirá. – Foto: Maitê Prado

O resumo é o seguinte. Estamos aqui para falar TUDO: coisas boas e não-boas. O balanço é positivo. Eu indico sim a pousada. Mas acho que eles podem melhorar pequenas coisas que farão grande diferença. Todas as críticas que estão aqui foram enviadas por e-mail para a Aldeia Beijupirá. Como se trata de detalhes, espero que tudo esteja bem melhor quando voltarmos ou quando alguém que está lendo for para a pousada. Aliás, se for, deixe um comentário aqui para ficarmos atualizados sobre as melhorias, ou não!
O site da Aldeia Beijupirá:

De São Miguel para Porto de Pedras

Saindo de São Miguel e seguindo a estradinha, passamos por Porto da Rua, atravessamos o rio Tatuamunha e chegamos em Porto de Pedras.

A viagem é ótima. Passando por esses vilarejos temos a exata noção do quanto a região do quanto a região é exclusiva. Nada, absolutamente nada, denuncia que estamos em um  um local turístico.

E olha que estamos em janeiro! Passando pela cidade dá para ver a rotina das pessoas da cidade, nada de grandes movimentações. Muito de vez em quando dá para ver alguém que foge um pouco do estilo local, mas é só. Tudo MUITO tranquilo.

Uma coisa que me chamou a atenção é que as casas são bem próximas da rodovia e as pessoas tem o costume de se sentar bem próximas ao asfalto. Fiquei aflita com isso!

Outra curiosidade foi uma TV bem no centrinho da cidade, na praça principal, uma caixa com uma TV dentro. Várias pessoas reunidas na praça assistindo TV. Achei o máximo a TV comunitária! Já que a TV tomou conta de vida de todos, que ela venha para a praça!

O mapinha abaixo, além de lindo, dá uma noção bem exata da região. O artista é Dudu Cavalcante, que já foi sócio da Pousada do Caju. Aliás, este é o melhor mapa da região que encontrei. A fonte é o blog “Viaje na Viagem” do Ricardo Freire.

O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. (Fonte: Viaje na Viagem - Ricardo Freire)

O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju.                  (Fonte: Viaje na Viagem – Ricardo Freire)